sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Leis em favor da "igualdade" atacam a liberdade religiosa

Académico sénior da Universidade de Oxford afirmou que os tribunais do Ocidente estão a colocar os assuntos em torno da"igualdade" acima das liberdades religiosas. O professor Roger Trigg, figura de destaque nos departamentos filosóficos e Teológicos, fez a declaração depois de analisar casos legais recentes ocorridos no Reino Unid, nos EUZ, no Canadá e no resto da Europa.

Após esta análise, ele identificou uma tendência em torno da limitação das liberdades religiosas em favor de outras prioridades sociais tais como a não-descriminação.

O caso de Lillian Ladele – arquivista Cristã que foi disciplinada pelo Concílio de Islington devido às suas objecções às uniões civis - é especificamente ressalvado no seu novo livro com o nome de ‘Equality, Freedom and Religion ("Igualdade, Liberdade e Religião").

O professor Trigg afirmou:

Há um caso perante o Tribunal Europeu dos Direitos Humanos em torno duma arquivista de Islington que, devido às suas crenças religiosas, se recusou a levar a cabo cerimónias em torno das uniões civis.

Este caso seria facilmente resolvido entregando estas cerimónias a colegas seus que não tivessem problemas com as uniões civis, mas a necessidade de respeitar o direito à igualdade sobrepôs-se à liberdade nas convicções religiosas.

Este é apenas um dos muitos casos onde a liberdade dos Cristãos é posta em causa devido à noções de "igualdade" entre prácticas que não são iguais.

Um Cristão que se recuse a participar em cerimónias homossexuais não está a levar a cabo um acto igual à rejeição em tomar parte de eventos de cariz sexualmente normal devido ao facto da homossexualidade não ser igual à heterossexualidade. Quem acha que sim tem que fornecer algum tipo de evidência em favor dessa tese.

O professor Trigg acrescenta:

Tem-se observado ultimamente uma clara tendência nos tribunais europeus e norte-americanos de se dar prioridade a igualdade e a não-descriminação acima da religião [=Cristianismo], colocando a liberdade religiosa em perigo.
Aparentemente o professor Trigg não sabe que o propósito das leis da igualdade é mesmo o de retirar liberdades aos Cristãos e a todos os grupos que se alinham com o conservadorismo Cristão.
Nenhum Estado pode ser uma democracia funcional a menos permita que os seus cidadãos manifestem as suas crenças em torno do que é mais importante na vida. Lanço um apelo para que estes direitos sejam balanceados.
Sinceramente, não concordo com a opinião do professor Trigg neste ponto. Como diz o filósofo Católico Olavo de Carvalho, os direitos em torno da liberdade de expressão e de consciência estão ACIMA dos sentimentos subjectivos de quem quer ver a sua sexualidade afirmada socialmente através das instituições sociais.

Ou seja, não há necessidade de "balanceamento" entre direitos humanos e gostos sexuais. Os direitos humanos estão acima das preferências sexuais em toda a linha. Qualquer Estado que tenha problemas em ver isto já está a caminho de levar a cabo uma perseguição ideológica.

Isto já foi anunciado por um líder dum grupo europeu, Dr Gudrun Kugler , quando este disse que os Cristãos "caminham para uma perseguição sem sangue" às mãos dos secularistas. O que este líder não sabe é que todas as perseguições com sangue começam com perseguições sem sangue.

Primeiro é preciso des-humanizar o alvo para mais tarde não se sentir remorso na sua eliminação física. Foi assim com os judeus, é assim que é feito com os bebés em gestação, e é assim que vai ser feito com os Cristãos.

A questão agora é saber quanto tempo mais até ao início da perseguição física visto que a ideológica já cá está.

Fonte


3 comentários:

  1. Como já consignei alhures, através do frenético denuncismo de "preconceito", os ideólogos do igualitarismo (toda sorte de esquerdistas) quer simplesmente fazer tabula rasa do direito de religião e de preservarmos suas convicções morais, assim como tolher toda ação proselitista e transformar os cristãos, em especial, em cidadãos de segunda classe.

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  2. Nenhum religioso pode usar a liberdade religiosa num Estado laico para discriminar quem quer que seja por credo, cor, ou opção sexual. O direito civil coloca todos os direitos no mesmo patamar. Se um homossexual discrima um religioso por ter uma religião diferente da sua, este homossexual preconceituoso, está sujeito à punição pelo Código Civil de seu país. Se um religioso discrima um homossexual por ser homossexual, está também sujeito à punição pelo Código Civil de seu país. O resto é balela, besteira, nhén-nhén-nhén.

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  3. No que diz no tocante, vai além de Direito civil mais sim de MORAL e de algo irrefutável que é base religiosa e racionalidade do principio de ordem natural Deus criou, Homem e Mulher e na constituição Federal 226 , diz que o casamento de união estável é entre Homem e Mulher!!! Acorda. ou seja esse papo de Homossexualismo remonta a antiguidade bem sabe isso o Legislador .
    Asalamaleiko

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