sábado, 5 de fevereiro de 2011

Uganda: Evangélico fanático por trás da morte de activista homossexual

O post colocado no blog "Darwinismo" com o título "Morte de homossexual ugandês atribuida ao “discurso ódio” de evangélicos" gerou as reacções previsíveis:
"Pensas é que as campanhas homofóbicas dos Evangélicos americanos nada tem a ver com isto e que isto é reflexo apenas duma mentalidade africana homofóbica, machista, poligámica e animista e com muita feitiçaria à mistura." (João Melo)
Aparentemente foram os evangélicos que mataram o activista homossexual. E evangélicos americanos, ainda por cima.

Mas o comentário mais directo foi sem dúvida o do nosso sempre-pronto-a-descobrir-fanáticos Nuno Dias:

qual o motivo de estas pessoas terem sido mortas que não fosse o fanatismo religioso?
Infelizmente para o Nuno, para o João Melo e para todos os que erradamente queriam acusar os evangélicos (ou os "fanáticos", como lhes chama o Nuno - sem no entanto definir o que é um "fanático"), o assassino foi descoberto.
[N]a quarta-feira a polícia prendeu um homem de nome Nsubuga Enock que dizem era um dos parceiros sexuais de Kato e que havia confessado ter cometido o assassinato.
Ai está o teu "fanático", Nuno. Ai está o teu africano "homofóbico, machista, polígamo e animista", João Melo: o parceiro sexual do David Kato.

Pergunta curiosa: qual é a orientação sexual de homens que tem relações sexuais com outros homens de livre vontade? Se é o que eu penso que é, será que isto quer dizer que o David Kato foi morto por outro homossexual? Mas...mas....e os evangélicos?!! E os "fanáticos?!!" Será que eles não tem culpa nenhum nisto tudo?

Eis a notícia:

KAMPALA, Uganda, 4 de fevereiro de 2011 (Notícias Pró-Família) — Depois do assassinato brutal do ativista gay ugandense David Kato na semana passada, os meios de comunicação, os ativistas homossexuais e os grupos de direitos humanos afirmaram que o assassinato foi consequência dos sentimentos anti-homossexualismo de Uganda.

Contudo, na quarta-feira a polícia prendeu um homem de nome Nsubuga Enock que dizem era um dos parceiros sexuais de Kato e que havia confessado ter cometido o assassinato.

De acordo com o superintendente da polícia Kale Kayihura, o suspeito disse que “havia negociado com o morto para ser pago em dinheiro para ser usado como um parceiro sexual”.

Ele disse que o homem então fez sexo, mas Kato não pagou. “No dia seguinte, Nsubuga confessa que pegou um martelo que estava no banheiro e bateu na cabeça dele”, disse Kayihura.

“Não há nada concreto que indique que Nsubuga tivesse sido motivado por ódio, embora não estejamos descartando isso”.

Se o assassino tivesse sido um "cristão", o ódio seria a primeira motivação citada. Como foi assassinado por um homossexual, então "não há nada concreto que indique" que o ódio tenha sido factor determinante.
Kato foi assassinado em 24 de janeiro. Os meios de comunicação e os ativistas gays do mundo inteiro imediatamente denunciaram a morte dele como um ataque direto à postura homossexual dele e Kato está sendo descrito como um ativista herói e “modelo”.
Aqui concordo com os homossexualistas: foi a sua "postura homossexual" (busca de sexo com outros homens) que lhe causou a morte. Se ele não tivesse buscado sexo com este homem, provavelmente ainda estaria vivo.
A entidade Human Rights Watch (Vigilância dos Direitos Humanos), cuja sede está em Nova Iorque, divulgou uma declaração na quinta-feira passada exigindo uma investigação minuciosa do caso.
Algo me diz que não vão gostar do resultado da investigação.
“A morte de Kato é uma perda trágica para a comunidade de direitos humanos”
A morte de Kato é uma tragédia, quer ele estivesse envolvido nos "direitos humanos" ou não. O lobby homossexualista não se preocupa com o homem mas sim com o uso que podem fazer com a sua trágica morte. Agora que se sabe que ele foi morto por outro homossexual, não creio que esta organização divulgue muitos mais anúncios.
“David havia enfrentado corajosamente as crescentes ameaças aos indivíduos LGBT ugandenses e nós sentiremos muita falta dele”.
Aparentemente ele tinha o seu foco no lado errado. A pessoa que acabou por lhe matar era da sua própria comunidade sexual.
Os jornais da América do Norte na semana passada criticaram cruelmente Uganda como um país “profundamente” anti-homossexual e citou o envolvimento famoso de Kato com grupos homossexuais como o motivo para o assassinato.
Sim, foi o envolvimento de Kato com homossexuais que lhe causou a morte, mas não da forma que os jornais esquerdistas americanos esperavam.
De acordo com as reportagens deles, Kato recebeu “muitas ameaças de morte” durante os últimos meses depois que ele, junto com outros ativistas homossexuais, foi “tirado do armário” num jornal que publicou sua foto.
De acordo com as reportagens de quem?

Um homem morreu e isso em si é uma tragédia. Não interessa a cor, a etnia, o estatuto social ou a orientação sexual: nada justificava a morte de David Kato. O homossexual que o matou vai ser alvo do rigor da lei.

A única razão (ou a maior razão) pelo qual nós sabemos do nome de David Kato (e nada sabemos sobre as muitas outras pessoas que diariamente morrem no Uganda) é porque o lobby homossexual do Ocidente queria usar a sua morte para gerar mais simpatia pelo movimento sodomita. Este tipo de lógica já foi usado no passado com a morte de Matthew Shepard:

Six years ago, on a cold October night on the outskirts of Laramie, Wyo., 21-year-old gay college student Matthew Shepard was brutally beaten, tied to a fence and left for dead. He was found 18 hours later and rushed to the hospital, where he lingered on the edge of death for nearly five days before succumbing to his injuries.

The story garnered national attention when the attack was characterized as a hate crime. But Shepard's killers, in their first interview since their convictions, tell "20/20's" Elizabeth Vargas that money and drugs motivated their actions that night, not hatred of gays.

Ou seja um rapaz homossexual morreu, e o lobby usou a sua morte para gerar simpatia. A situação com Kato parecia desenvolver-se nesse sentido, mas aparentemente não houve sentimento anti-homossexual no assassínio.

Será que os esquerdistas que atacaram os cristãos irão admitir o erro?

Ficamos à espera.

7 comentários:

  1. Mats :

    Eu falava de coisas diferentes. Nem sabia do assassinato do homem. Referia-me era ao fundamento duma lei que proibia a homossexualidade.

    Especialmente se a pena aplicada for a pena de morte.

    Penso que tu também concordas comigo que a proibição da homossexualidade é profundo disparate.

    Tão disparate como afirmar que foram os evangélicos americanos que criaram a homofobia, feitiºaria e poligamia em África.

    Até porque a questão fundamental é em que se fundamenta uma proibição ou mesmo uma reprovação.

    Todos sabemos que há muitas pessoas que tem grande medo ou repulsa por outras pessoas.

    Há quem tenha medo de palhaços, pretos, anões, homossexuais, etc e etc.

    Não me parece é que essa repulsa seja razão suficiente para discriminar essas pessoas.

    E até agora as razões que ouvi para proibir e reprimir as homossexualidade são ideológicas ou religiosas.

    Na ex-Urss e em Cuba a homossexualidade era considerada um vício burguês. Aparentemente os operários e camponeses eram invulneráveis a tais vicios. Os gays iam para campos de reeducação e eram aplicados métodos de "cura" psicológica.
    O próprio Fidel Castro já pediu desculpa disso.

    Algumas congregações religiosas, diga-se em abono da verdade não só cristãs, pensam que, de acordo com a interpretação que tem, da vontade do seu Deus ou deuses, a homossexualidade - na sua opinião - parece ser fortemente reprovada por Deus. Logo, na opinião deles - deve ser no mínimo desaconselhada a reprimida.

    Penso que pouca gente se revê na posição do vicio burguês. Nem o inefável dr Louçã.

    Na posição religiosa penso que muita gente se revê. Evangélicos, alguns Católicos, a maioria dos Xiitas e Wabbabitas estão convencidos que tem razões teológicas para terem um grande grau de certeza que é contrária à sua religião a homossexualidade.

    Muitos outros setores Cristão e Islâmicos entendem que não.

    Assim sendo parece-me que não havendo argumentos teológicos suficientemente fortes para que convencer os teólogos que tem uma interpretação contrária o mais prudente parece ser :

    Se a interpretação dos teólogos da versão do Cristianismo ou do Islão que o crente segue for contrária à homossexu alidade, comer carne à sexta feira ou comer toucinho deverá o crente esforçar-se por evitar de todo estes comportamentos. Não vá o diabo tecê-las e os seus teólogos estarem certos.

    Se não não faz grande sentido, não é ?

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  2. É natural que se um grupo é perseguido, como os dissidentes em Cuba ou os Cristão na Arábia Saudita, se um deles aparece assassinado ou desaparece a gente desconfia logo que não foi um crime comum.

    Se um padre católico aparecer morto com uma bala na cabeça no Iraque o que é que nós pensamos todos?

    Eu fico logo a pensar que não foi assalto ou crime passional. Vou desconfiar e muito de radicais religiosos.

    Ás vezes nem é !

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  3. Já estão na lista do Sousa da Ponte.

    Claro que nos ódios de estimação.

    Se isto der cadeia pagam vocês os favores sexuais aos ilustres colegas de cárcere.....

    É que isto das posições ideológicas não me obrigam a tanto. Lagarto, lagarto, lagarto!

    Já que agora, antes de sermos candidatos a tão radical colonoscopia, fundamentem lá porque é que a homossexualidade é errada?

    Tem a ver com os vicios burgueses que o homem novo, fruto do marxismo leninismo vai superar?

    Tem alguma procuração de Deus para por Ele se pronunciarem ?

    É que essas coisas são relevantes.

    Pode Deus ter-vos dado uma procuração especial que vos permita dizer - com grande propriedade - que sabem, de fonte segura e com papel passado, que Deus pensa assim e não assado.

    Se assim for é claro que temos todos que dar o braço a torcer.

    Se é só palpite digo-vos que ficaria muito triste.

    Esperemos que não.

    Penso que devem ter uma forma de demonstrar para além de qualquer dúvida que a vossa interpretação é a verdadeira e que é contrária à vontade de Deus a homossexualidade.

    Deitem-nos lá umas migalhas das vossas certezas- com argumentos teológicos tão fortes - que a língua dos outros teólogos se entramele e que digam em coro:

    - Ó cegos como não vimos, ó surdos como não ouvimos !

    Esperamos.

    Sentados, é claro que isto da idade não é coisa mole.


    Ps.

    Mesmo que o demonstrem e se isto der cana a colonoscopia é vossa.....

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  4. "Já estão na lista do Sousa da Ponte.
    Claro que nos ódios de estimação."

    Obrigado. Trabalhamos para agradar os nossos clientes.

    "Se isto der cadeia pagam vocês os favores sexuais aos ilustres colegas de cárcere....."

    Se isto der cadeia eu não chego lá a entrar. Morro com um ataque de riso assim que me lerem a acusação. Quanto ao Mats, ele já está refugiado num país estrangeiro por via das dúvidas. Como só eu sei qual, com a minha morte nunca mais o apanham.

    Mas essa da prisão foi bem lembrada, Camarada Sousa. É um facto que 100% dos estupros dentro das cadeias são cometidos por homossexuais. Qualquer dia temos de falar nisso. Além de que em quase todas as cadeias existem homossexuais violadores.

    "É que isto das posições ideológicas não me obrigam a tanto. Lagarto, lagarto, lagarto!"

    Eu também não gosto de ideologias. Prefiro realismo.

    "Já que agora, antes de sermos candidatos a tão radical colonoscopia, fundamentem lá porque é que a homossexualidade é errada?"

    Ena, agora é que nos apanhaste! Tens razão, a homossexualidade é uma coisa fantástica. Quanto à sodomia, espero não ter de explicar porquê. Quanto ao resto, também não:

    http://www.ionline.pt/conteudo/102713-ha-cada-vez-mais-jovens-com-cancro-oral-devido-novas-praticas-sexuais

    "Tem alguma procuração de Deus para por Ele se pronunciarem ?"

    Não. Mas como Ele também não nos disse para nos calarmos, vamos continuar a escrever. Se o Sousa da Ponte tem indicações Superiores em sentido contrário, acataremos a decisão.

    "Se assim for é claro que temos todos que dar o braço a torcer."

    Podem estar descansados, não queremos torcer os braços a ninguém.

    "Penso que devem ter uma forma de demonstrar para além de qualquer dúvida que a vossa interpretação é a verdadeira e que é contrária à vontade de Deus a homossexualidade."

    Sei lá...se Deus quisesse isso, teria feito com que algumas pessoas nascessem homossexuais?

    Ups, agora toquei num nervo sensível, não foi?

    Espero que o juíz seja porreiro e deixe passar esta.

    "Deitem-nos lá umas migalhas das vossas certezas- com argumentos teológicos tão fortes"

    Pá, já sabes que o nosso único argumento é "Matai todos, todos eles pedófilos!"

    Para quê voltar sempre à mesma conversa? Temos aqui uma data de machados e forquilhas para afiar. Para além de dar uma trabalheira organizar piquetes de mata-homossexuais. Não atrapalhes, Sousa.

    "Mesmo que o demonstrem e se isto der cana a colonoscopia é vossa....."

    Qual colonoscopia? Colonoscopia é um procedimento médico por vezes necessário. A palavra que o Sousa quer usar, parece-me, é sodomia.

    Como é, pode-se apontar o rídiculo da prática homossexual masculina para fazer piadas baixas ao mesmo tempo que se acusa os outros de discriminação dos "gueises"?

    Então, esse acto bastante higiénico, não era fonte de direitos, característica ontológica e absolutamente acima de qualuqer consideração moral?

    Pá, só o Sousa é que pode falar mal. Assim não brinco.

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  5. Sousa/João Melo,

    Referia-me era ao fundamento duma lei que proibia a homossexualidade. Especialmente se a pena aplicada for a pena de morte. Penso que tu também concordas comigo que a proibição da homossexualidade é profundo disparate.

    Não vejo a proibição de um acto auto-destrutivo como um "disparate".
    Os ugandeses (tal como a maioria dos africanos, sul americanos e se calhar a maioria da humanidade) sabe que o ânus não é um órgão sexual, e por isso, acha que deve banir tal comportamento da sua sociedade.
    Do ponto de vista do humanismo secular não há argumento contra o Uganda uma vez que, se Deus não existe, cada um inventa a moral que quer. O Uganda inventou a sua, a Europa pró-sodomia inventou a sua.
    Claro, o humanismo secular não aceita que se critique a sodomia, mas isso já é uma contradição que vocês tem que resolver.

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  6. Mats, eu vejo a proibição estatal desse acto auto-destrutivo como impossível, quando é privado. Puni-lo também não faz sentido.

    Com a excepção do atentado ao pudor que os manifestantes gays por vezes fazem em alguns países, profanando símbolos religiosos e tomando as ruas de todos como se fossem os seus bórdeis particulares.

    E outra coisa é proibir que os dinheiros públicos sejam usados para promover a homossexualidade e a sua aceitação moral. Essa proibição é outra conversa, deve ser feita.

    Nas suas casas façam o que quiserem, não podem é usar o estado para duas coisas:

    - Censurar todas as críticas morais, incluindo as genéricas, ao comportamenteo homossexual.

    - Doutrinar todas as crianças da escola pública, por obrigação legal, para que aceitem a normalidade desse comportamento.

    Se o estado não pode ser meio de a reprimir, também não pode ser meio de a incentivar.

    E tens razão. Do ponto de vista do humanismo secular, não há qualquer fundamento para afirmar que é absolutamente imoral fazer algo contra os gays. Afinal, o activista gay diz que não existe moral absoluta. Como dizes, este é um problema lógico para eles resolverem.

    Nota: Desconheço que tipo de "proibição" da homossexualidade os Ugandeses fazem. Se for o não alinhamento do estado com a ideologia gayzista, merecem ser tomados como exemplo. Se for a punição dos comportamentos homossexuais privados, acho que o estado não se deve meter nisso. Mas os ugandeses lá saberão a que proporções o fenómeno chegou.

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  7. Jairo,

    Concordo contigo. O que eles fazem na privacidade dos seus quartos é lá com eles.

    Eu apenas estou a criticar a hipocrisia do grupo "a moral é relativa" quando a moral que os não-ocidentais escolhem choca com os novos "direitos humanos" que eles inventaram. Se o Uganda quer entrar nos quartos dos homossexuais e parar esses actos, como supostamente Deus não existe, isso é lá com eles. Os humanistas seculares não tem nada que criticar.

    O João Melo aparentemente subscreve ao relativismo moral mas só quando não contradisser o que ele acredita.

    Eu também não sei qual é a medida da proibição da homossexualidade no Uganda, mas acho que é mesmo alguém apanhado em actos homossexuais, mesmo na privacidade da sua vida.

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